sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Episódio 2 do 'Podkast'.

Bom, o 2º desafio do Podkast foram 300 precisões cravadas, feitas com muito cansaço, mas terminadas. E como sugerido, enviei o e-mail para o Alberto e para o Bruno. E isso foi o que mandei, postei aqui porque serve também como um post, quase no final do e-mail, eu digo o que esse desafio proporcionou pra mim.

"Então, sobre o 2º desafio do Podkast, to mandando esse e-mail, pra avisar que completei o desafio. Fiz as 300 precisões, com um pouco de dificuldade (devido ao cansaço), mas consegui!
Meu nome é Victor Hugo, sou de Aracaju, treino tem 1 ano e 1 mês, comecei meu primeiro mês treinando com um amigo, formamos um "grupo" que era intitulado "LEvitas Parkour", com pouco mais de um mês de treino, conheci a peste do Duddu, haha, e treino com ele até hoje. Acho que se não fosse ele, eu nem estaria enviando esse e-mail agora, pois foi ele quem me mostrou o Podkast, e de uma certa forma, ele me inspira.
Acho que fiz mais esse desafio, não por causa do 'prêmio', mas sim porque essas 300 precisões, com certeza me ajudaram, a ganhar mais confiança, e já senti esse resultado hoje mesmo. Por exemplo: uma precisão que tem menos de 8 pés, que fica no meio de um canal, por onde passa o esgoto do bairro, eu nunca tive confiança em fazê-lá. Mas depois de tantas precisões cravadas (algumas que nao contaram, por causa do erro claro!), mas eu finalmente tive a confiança e a coragem de fazer.
E o resultado não poderia ser melhor, consegui acertar de primeira, sem desequilibrio ou qualquer outra coisa! :D
Enfim, acho que já escrevi demais, então vou parar por aqui, senão vcs nem vao terminar de ler o e-mail. huahuahua.
Um abraço, e bons treinos."

O parkour e sua utilidade.



Então, num treino solo em plena manhã da semana passada, às 8h30 se bem me lembro, estava eu treinando no cajueiro do Parque da Sementeira me preparando pra conseguir uma precisão que finalmente eu havia criado coragem pra fazer, quando me aparece uma criança de uns 5 anos de idade, pedindo pra eu subir em outra árvore pra poder ajudar ela a tirar alguma coisa que ela tinha lançado pra cima (uaheuhauehauehuaheuaueuahe). Bom, fui lá e pá, e no fim da história, eu subi no que se parecia "o alto" de outra árvore, pra poder tirar o chinelo de uma criança inocente que precisava de uma 'simples' ajuda, e não sabia como solucionar o seu problema.
Moral da história: Quando eu acabei de ajudá-la, eu simplesmente saí daquele local, com um sentimento de dever cumprido, uma coisa que até então, nunca tinha sentido, nem no Parkour nem na minha vida "normal". Por mais que tivesse sido uma coisa TÃO simples, ao mesmo tempo foi uma coisa TÃO, er... digamos assim, realizadora (não consegui achar outra palavra além dessa).
Enfim, a lição que tirei dessa "história" (ou melhor, a idéia que concretizei mais ainda) é que, o Parkour não se trata apenas de uma atividade, que vc faz simplesmente porque vc quer perder seu medo de cair, ou seu medo de altura, ou apenas o faz por simples prazer. Claro que Parkour também é isso, mas a filosofia real do Parkour, é você poder ajudar as pessoas ao seu redor, assim como eu fiz com essa criança! ^^
Um abraço a todos, e aos tracers, bons treinos! ;*